Promovido treinamento em plataforma de pregão eletrônico pelo Amvap-Saúde

Na corrida contra o tempo, para aprender os principais detalhes, profissionais que atuam na área de licitações participaram de um treinamento em plataforma de pregão eletrônico realizado pelo Consórcio Amvap-Saúde. A capacitação aconteceu no auditório Virgílio Galassi, na sede da entidade, no bairro Distrito Industrial, em Uberlândia.

De acordo com a coordenadora administrativa, Erondina Fernandes, a iniciativa é um primeiro passo para a efetivação dos pregões eletrônicos realizados pela nova lei de licitações, que será exigida a partir de 1º de abril de 2023. “Alguns dos nossos parceiros ainda não realizaram o procedimento de licitação por meio eletrônico. A nossa ideia é capacitar e deixá-los prontos para a realização do processo”.

Por mais de 3 horas, os participantes receberam informações sobre o funcionamento de pregões eletrônicos, por meio da plataforma Licitanet. A empresa está presente em 23 estados brasileiros, e entre 2021 e 2022 já realizou mais de 30 mil processos licitatórios.

O treinamento foi conduzido pelo Ceo e fundador da empresa Licitanet, Paulo Gustavo Lourenço de Oliveira. Durante o encontro, os participantes aprenderam sobre os modelos de disputa na plataforma e nas demais, que estão no mercado, e as noções sobre a Nova Lei de Licitações.

“Com essa mudança, as licitações presenciais estão, praticamente, fadadas a não existir. Entre os ganhos posso destacar a transparência das ações; probidade; economia e a maior gama de fornecedores participando. Um exemplo é uma empresa de Tupaciguara que pode estar participando de uma licitação em Três Marias ou se tiver condições vai para o Nordeste”, afirma Paulo Lourenço.

José Ricardo é gerente administrativo da Elaudos. A empresa vai passar pelo primeiro processo de licitação no formato de pregão eletrônico. Segundo ele, o curso ajuda a entender todos os pontos do procedimento. “Acho importante nossa presença, por mais que já utilizamos a plataforma da Licitanet, para dar uma refrescada e tirar dúvidas que acabam surgindo”.

Há mais de 20 anos, a empresa CLIMA Clínica de Imagem participa das disputas de licitações. De acordo com a administradora da clínica, este é um momento fundamental. “Acho importante participar deste treinamento para saber como será, por exemplo, o envio dos documentos. Eu acredito que com este novo modelo vamos ganhar em agilidade no processo”.

PREGÃO ELETRÔNICO

De acordo com o Ministério da Economia, o pregão na modalidade eletrônica foi utilizado pelo governo federal em 99,71% das licitações realizadas no ano passado. Dos R$ 47,7 bilhões das compras realizadas, as aquisições via pregão, presencial e eletrônico corresponderam a R$ 19,1 bilhões, representando 40, 16% das aquisições nessa modalidade de licitação.

Agora, com a nova norma que rege o pregão eletrônico, a obrigatoriedade do uso da modalidade foi estendida. Além dos órgãos da administração pública federal direta, autarquias, fundações e fundos especiais, os entes federativos que utilizam recursos da União decorrentes de transferências voluntárias, (tais como convênios e contratos de repasse) passam agora a também serem obrigados a usarem o pregão eletrônico ou a dispensa eletrônica em suas contratações.

Ainda segundo o CEO da Licitanet, Paulo Lourenço, com as mudanças aumenta ainda mais a responsabilidade dos agentes públicos e dos fornecedores com o cuidado no processo. “A gente precisa passar para eles que licitação é algo bastante sério, não pode vacilar com a questão de documentos, é preciso honrar as propostas para que não sejam punidos com suspensão de 2 a 5 anos sem participar de licitações”.

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